DOCUMENTÁRIO • DOCUMENTARY

CARA-B

Anna Mundet Molas
CARA-B é um documentário criado no ambiente de trabalho de um computador e que se foca no ‘disco de ouro’ que a NASA enviou para o espaço no final dos anos 1970. Em formato de ensaio, o filme reflete sobre questões como o poder do discurso científico para produzir revisões do mundo, do futuro e da humanidade, a evolução do conceito de arquivo e a ressignificação das fronteiras na retórica do colonialismo espacial.
CARA-B is a desktop documentary that focuses on the golden record that NASA sent into space in the late 1970s. In an essayistic format, the piece reflects on issues such as the power of scientific discourse to produce revisions of the world, the future, and humanity, the evolution of the concept of the archive, and the resignification of borders in the rhetoric of space colonialism.
CONHECE O REALIZADOR • MEET THE DIRECTOR

Anna Mundet Molas

O que te inspirou a seguir cinema? Como começou esta tua jornada?
A minha jornada no cinema foi estimulada por um desejo de contar histórias e por um profundo interesse em áreas como a filosofia e a antropologia. Eu via o cinema como uma forma de fundir a minha investigação e as minhas paixões criativas, permitindo-me criar narrativas que se aprofundam em temas filosóficos e antropológicos, ao mesmo tempo em que me envolvo com o meio visual. Além disso, estou profundamente empenhada em trabalhar produção cinematográfica baseada na investigação, com o objetivo de tornar o resultado da minha investigação acessível a um público mais vasto através do cinema.
 
Como descreves a premissa da tua curta-metragem? Qual foi a inspiração para a história?
Este projeto nasceu do meu fascínio pelo ‘Golden Record’ que a NASA enviou ao espaço em 1977 com sons e imagens que pretendiam retratar a diversidade e a cultura da Terra. Através desta representação peculiar da humanidade, Cara-B reflete sobre questões como o poder do discurso científico para produzir revisões do mundo, do futuro e da humanidade, a evolução do conceito de arquivo e a ressignificação das fronteiras na retórica do colonialismo no espaço. A obra tenta lançar luz sobre questões como a tensão entre a memória oficial e a memória vernácula, a mediação tecnológica da memória ou a violência retórica exercida por certos tipos de arquivos.
 
Qual é a mensagem que esperas que o público retenha depois de assistir ao teu filme?
A minha intenção é que o filme deixe o público com mais perguntas do que respostas. Espero que se tornem mais conscientes das complexidades que rodeiam a exploração espacial e da representação da Terra e da humanidade em potenciais civilizações extraterrestres. Quero que os espetadores reflitam sobre o poder do discurso científico, a maleabilidade das narrativas históricas e a evolução do conceito de arquivo. Em última análise, o filme pretende encorajar o pensamento crítico sobre o poder e o significado das imagens nesta era de supersaturação visual.
 
Porque achas que a ciência está a receber mais atenção dos cineastas e festivais de cinema atualmente?
A ciência é realmente fascinante e, com todas as descobertas e avanços que estão a acontecer, acho normal que os cineastas sejam atraídos por essas histórias. Além disso, há esta intersecção entre a ciência e as questões do mundo real, como as alterações climáticas e a exploração espacial, que penso que aproxima a ciência do público no geral que quer compreendê-la melhor para compreender o que está a acontecer à sua volta
 
O que se segue para o ‘CARA-B’? Tens algum projeto em mãos?
Sim, neste momento estou a trabalhar muito com o formato de filme para desktop e meu próximo trabalho é sobre inteligência artificial e ecologia visual.
What inspired you to pursue filmmaking? How did your journey begin?
My journey into filmmaking was sparked by a lifelong desire to tell stories and a profound interest in fields like philosophy and anthropology. I saw filmmaking as a way to merge my research and creative passions, allowing me to craft narratives that delve into deep philosophical and anthropological themes while engaging with a visual medium. Furthermore, I am deeply committed to practicing research-based filmmaking with the goal of making the output of my research accessible to a wider audience through cinema.
 
How do you describe the premise of your short film? What was the inspiration behind the story?
This project was born from my fascination with the Golden Record that NASA sent into space in 1977 with sounds and images intended to portray diversity and culture on Earth. Through this peculiar representation of humanity, Cara-B reflects on issues such as the power of scientific discourse to produce revisions of the world, the future, and humanity, the evolution of the archive concept, and the resignification of borders in the rhetoric of space colonialism. The piece tries to shed light on issues such as the tension between official memory and vernacular memory, the technological mediation of memory, or the rhetorical violence exercised by certain types of archives.
 
What is the takeaway you hope audiences leave with after watching your film?
My intention is for the film to leave the audience with more questions than answers. I hope they become more aware of the complexities surrounding space exploration and the representation of Earth and humanity in potential extraterrestrial civilizations. I want viewers to reflect on the power of scientific discourse, the malleability of historical narratives, and the evolving concept of archives. Ultimately, the film aims to encourage critical thinking about the power and meaning of images in this age of visual oversaturation.
 
Why do you think science is getting more attention in films and film festivals these days?
Science is really fascinating, and with all the discoveries and advancements happening, I think it’s normal that filmmakers are drawn to these stories. Plus, there’s this intersection between science and real-world issues like climate change and space exploration that I think brings science closer to a more general public that wants to understand it better in order to comprehend what’s happening around them.
 
What’s next for ‘CARA-B’? Do you have any projects in the works?
Yes, right now I’m working a lot with the desktop film format, and my next work is about artificial intelligence and visual ecology.
25 NOV
Disponível para visualização durante 24horas • Available for 24 hours
 
Ano • Year : 2022
Duração • Runtime: 20′
País • Country: Spain
 
Língua • Language: Catalan, English
Legendas • Subtitles: English
O Prémio do Público será entregue à curta-metragem que reunir mais votos da audiência. Não poderá votar mais do que uma vez no mesmo filme • The Audience Award will be awarded to the short film that garners the most votes from the audience. You cannot vote more than once for the same film.
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